Duhan-Castil: O Tomo de Kradór (Terceira Parte)

Duhan-Castil: O Tomo de Kradór (Terceira Parte)

Duhan-Castil: O Tomo de Kradór (Terceira Parte)

Duhan-Castil: O Tomo de Kradór (Terceira Parte)

Nessa continuação d’o Tomo de Kradór trazemos três novidades.
Primeiro: A opção de ler diretamente aqui no blog, sem ter que baixar o arquivo.
Segundo: Se ainda sim quiser baixar seja para ter guardado ou mesmo ler depois, você ainda pode e agora o arquivo ficou com um tamanho bem menor que os anteriores. Mas ainda está bem “caprichado”.
Terceiro: A história do reino halfling chamado Ortolíria.
Boa leitura.

(OBS: Agradecimentos e créditos ao Diego Castro pelo nome “Ortolíria”. Os hallfing agradecem sua criatividade.)

Esse conto é sobre a busca de um tomo sagrado que foi perdido durante a batalha pela tomada da montanha de Duhan-Castil. Porém, no desenrolar da história, é mostrado outros aspectos como as galerias do reino, as classes e clãs que ali vivem e etc.
É importante que o leitor conheça todo material sobre Duhan-Castil que está postado no blog moostache.com.br.
(…) A verdade é que Ortolíria era um complexo subterrâneo de tocas halflings. Um verdadeiro paraíso com fauna e flora exuberantes. Riachos e lençóis d’agua abastecendo todos os locais, pedras preciosas e metais raros brotando das rochas no subsolo. O lugar era tão belo que seres de outras raças se mudavam constantemente para lá, entre eles elfos e fadas com maior frequência. Os moradores daquele viviam com fartura de tudo que precisavam e por isso, estavam sempre festejando.
Mas um dia tudo mudou. Começou com pequenos abalos em locais isolados. Depois vieram os tremores e por fim um grande terremoto que soterrou pelo menos noventa por cento de Ortolíria.
O motivo dessa catástrofe é desconhecido. Uns dizem que os halfling festejavam demais e o som de suas músicas acordou criaturas malignas no interior da terra. Outros dizem que foi causas mágicas, que algum mago ou feiticeiro provocou os tremores. E ainda há os otimistas que acreditam nas forças da natureza e que aquilo poderia ter acontecido em qualquer lugar.
As cidades e vilas próximos a Ortolíria prestaram o socorro de imediato, escavando os destroços e resgatando os sobreviventes que estavam mais próximos da superfície. Mas aqueles que estavam em pontos mais profundos daquela cidadela não sobreviveram.
Ainda com esperança, os halflings enviaram mensageiros aos melhores escavadores do mundo, os anões de Duhan-Castil. Porém, a ajuda não veio, ou veio tarde demais.
Cinco anos se passaram. Os halflings sobreviventes reconstruíram Ortolíria sobre os escombros da antiga cidadela, deixando as tocas na superfície dessa vez. Quando tudo parecia correr normal, sons foram ouvidos debaixo da terra e em algumas horas buracos apareceram.
Criaturas totalmente pálidas e com olhos esbranquiçados surgiram caminhando de quatro, como animais. Os halfling que estavam presentes prepararam um ataque e alguns até fugiram de medo. Mas, quando olharam com mais calma perceberam que aquelas criaturas eram seus parentes halflings que estavam soterrados e agora ressurgiram da terra. Um misto de alegria e confusão tomou a todos pois o improvável aconteceu.  Tempos depois os sobreviventes contatam sua jornada de cinco anos debaixo da terra, sem iluminação ou mesmo oxigênio suficiente.

Quando despertei do meu devaneio eu puder reparar na pele de Lins e notei que era bem mais pálida que o normal. Embora muitos anos havia se passado desse incidente, os halflings de Ortolíria, por algum motivo, continuaram com essa característica entre outras mais. Mesmo que fiquem no sol por longos períodos, a melanina de sua pele nunca mais teve a mesma intensidade.

– Eu sei que boa parte do seu povo culpa os anões, mas a verdade é que, como bem sabe, Duhan-Castil fica a mais de vinte dias de Ortolíria. Mesmo cavalgando a toda velocidade, e ainda tem as intempéries do tempo e…

– Não precisamos falar disso! – Ela me interrompeu bruscamente e eu respeitei aquele seu momento.

Nós continuamos caminhando em completo silêncio, que só era quebrado pelos sons de agua corrente que vinha de algum lugar que não víamos.
O corredor era extenso e com pouca iluminação, apenas algumas tochas com um fogo minguado. Àquela altura eu já me acostumara com a sensação ruim das paredes e teto que pareciam querer me esmagar. Lins caminhava sempre um ou dois passos a minha frente e sempre movendo a cabeça olhando para o chão, teto e paredes. Como que caçando algo. “Especialista em armadilhas naturais”, é claro.

Continua…

O Tomo De Kradór Terceira Parte

Versão: 08 de setembro, 2017 ▪ Autor: Rafael Alves ▪ Páginas: 5 pág(s) ▪ Downloads: 41

Nessa terceira parte, conheça Ortolíria, o reino halfling.

 

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Rafael Alves

Jogador/Mestre/escritor de RPG. Co-fundador da Associação Cultural Ethernalys.

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